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sábado, 29 de junho de 2013

JATAÍZINHO - Com trégua da chuva, é tempo de recomeçar

Moradores de Jataizinho retornam às casas depois da enchente; Assistência Social entrega colchões e cestas básicas
Fotos: Saulo Ohara
O pedreiro Pedro Barbieri Neto saiu de casa só com a roupa do corpo
"Hoje até deu para animar. É dia de lavar roupa", comemora Silvana Carvalho
Jataizinho - Depois de um início de semana chuvoso e cheio de transtornos, os moradores de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina) comemoram a trégua da chuva iniciada na tarde de quinta-feira. Nas residências atingidas pela cheia do Rio Tibagi e do Ribeirão Jataizinho, o cenário é de recomeço. Nos quintais, uma enorme quantidade de roupas no varal e dentro das casas, muitas donas de casa aproveitam para fazer uma limpeza geral. 

Segundo Reinaldo Cicero Martins, coordenador de Defesa Civil de Jataizinho, o Tibagi já baixou mais de dois metros e o ribeirão está com o nível da água às margens de seu leito. "Agora estamos acompanhando as famílias que estão começando a voltar para as casas. As 30 residências que estavam em área de risco já não oferecem perigo, mas vamos continuar em estado de alerta caso volte a chover e também vamos manter o ginásio de esporte apto a receber a população, caso necessário", afirmou. 

Ao todo, 22 famílias tiveram grandes prejuízos com a forte chuva que atingiu a região na madrugada de terça-feira. A maioria reside em um conjunto de chácaras na saída para o distrito Frei Timóteo e ainda sofre com a enchente, pois em alguns pontos a água ainda não escoou. 

Ontem de manhã, uma equipe da Assistência Social do município visitou algumas famílias a fim de cadastrá-las e traçar um diagnóstico de necessidades. Durante a ação, colchões e cestas básicas foram entregues. "Estamos começando pelas famílias que já foram cadastradas na terça e quarta-feira e que tiveram grandes prejuízos. Contamos agora com a ajuda da comunidade para doação de roupas, inclusive de cama, mesa e banho, além de móveis", ressaltou Tatiane Franco Garcia, diretora do departamento municipal de Assistência Social. 

De acordo com Tatiane, seis famílias perderam tudo o que tinham em casa. Como é o caso do pedreiro Pedro Barbieri Neto, de 29 anos. Ontem pela manhã, ele usou um bote para sair da chácara onde é caseiro até o asfalto, onde recebeu os mantimentos. Neto mora há quatro anos em Jataizinho, mas nunca tinha enfrentado uma situação tão ruim por conta das chuvas. 

"A água chegou na altura do meu peito, mais ou menos um metro e meio. Tudo foi muito rápido. Eu, minha mulher e meus quatro filhos pequenos estávamos dormindo quando a água começou a subir. Foi só o tempo de colocá-los em um bote e trazê-los para o asfalto. Naquela noite, foi um estado de caos. Eu via pessoas passando de bote, gritando para avisar as famílias. Nós deixamos tudo para trás", lembrou ele sobre a madrugada de terça-feira. 

A família saiu somente com a roupa do corpo e documentos pessoais. "Eu voltei para tentar salvar alguma coisa, mas não deu tempo. Foi questão de minutos", contou ele, que se abrigou na casa de parentes. Com o nível de água mais baixo, Neto voltou para a casa com a família na quinta-feira à noite. "É uma sensação de angústia. Eu cheguei em casa e estava tudo revirado. As panelas cheias de barro, os móveis todos perdidos e as roupas sujas de lama", lamentou. 

Caminhão de mudança
Na Vila Frederico, as casas que ficam à beira do Ribeirão Jataizinho também foram afetadas pela enchente. A residência de Silvana Justino de Carvalho, de 36 anos, é uma das primeiras a ser invadida pela água devido à proximidade com o rio. "Eu percebi que a água já estava atingindo o muro e chamei um caminhão de mudança. Coloquei fogão, geladeira, cama, tudo o que podia para levar para a casa dos meus parentes. Só voltei ontem de manhã", disse Silvana, que mora com o marido e dois filhos. Ontem, ela aproveitou os poucos raios de sol para colocar a casa "em ordem". "Hoje até deu para animar. É dia de lavar roupa." 

No ano passado, Silvana não teve como prever a cheia do rio. Toda a família foi pega de surpresa e o prejuízo foi bem maior. "Todo ano acontece isso e eu não entendo por que não fazem nada. A gente paga imposto em dia", reclamou. 

Na tarde de ontem, a Associação de Proteção à Maternidade, Infância e Família também realizou a entrega de agasalhos arrecadados em campanha, na unidade improvisada do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). 

Serviço:
As doações para as famílias atingidas pela chuva podem ser feitas no departamento de Assistência Social. Informações pelo fone: (43) 3259-3742. 
Micaela Orikasa
Reportagem Local
FOLHA DE LONDRINA WEB

IMAGENS DA MANIFESTAÇÃO DO "MST" NO PEDÁGIO DE JATAÍZINHO




Membros do MST estão neste momento fazendo uma manifestação na Praça de Pedágio da ECONORTE, NO município de Jataizinho.

Segundo informações, as catracas estão todas liberadas.

Motorista embriagado atinge dupla em moto em Cambé

Michelle Aligleri - Equipe Folha




 

Um acidente por volta da meia noite deste sábado (27) deixou duas pessoas feridas no jardim Novo Bandeirantes em Cambé. Os dois rapazes estavam em uma motocicleta quando foram atingidos por um veículo que fugia da polícia. Eric Ariosi Franco, de 22 anos e Renan Lucas Félix de 20 anos foram encaminhados em estado grave para a Santa Casa de Cambé e para o Hospital Universitário de Londrina.

Conforme informações repassadas pela equipe da Polícia Militar, Alex Vicente da Silva, 21 anos se assustou quando viu a viatura do pelotão de choque e empreendeu fuga, no caminho ele colidiu com a moto. O motorista estava sem carteira de habilitação e embriagado, ele foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia de Cambé.
Michelle Aligleri - Equipe Folha




 

Onze armas foram apreendidas pela equipe da Polícia Militar de Rolândia na cidade de Pitangueiras. Michel Vieira Faiola, 31 anos, e Pedro Franklin Ávila, 46 anos, foram presos em flagrante e encaminhados para a delegacia de Rolândia.

Conforme informações repassadas pela polícia, durante abordagem ao veículo que Michel dirigia, foram encontrados dois revólveres calibre 38. Em uma busca na residência do motorista foram encontradas mais nove armas, sendo quatro espingardas, duas carabinas, um revólver e duas pistolas, uma delas de calibre 9 mm - de uso restrito. De acordo com a polícia, Michel afirmou que as armas eram para a sua proteção.

Divulgadores da Telexfree fecham rodovia em protesto

do bonde

Divulgadores de uma empresa de marketing multi-nível fecharam o km 122, sentido norte, da BR-101, em Itajaí, às 9h40 desta manhã. Por volta de 50 veículos estavam protestando no local e a fila chegou a 5 quilômetros. 

Após a chegada da PRF, os veículos foram canalizados para o acostamento e seguiram em carreata. A rodovia foi liberada às 10h40. 

A PRF prestou auxílio à carreata conduzindo os automóveis até o pátio do posto de gasolina Santa Rosa afim de negociação. 

A manifestação acontece devido a uma decisão judicial que suspendeu as atividades da empresa.

Divulgação / PRF SC


(com informações da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina)

Quanto custa a democracia? Bem menos que o ‘saco sem fundo’ chamado velha mídia

Escassos os argumentos políticos, os barões da mídia agora apelam contra o Plebiscito da reforma política: “Isso custará R$ 500 milhões!”, gritam em seus jornalões e assemelhados. “Esse dinheiro poderia ser usado para atender as demandas vindas das últimas reivindicações das ruas”, completam.
Lembrando e parodiando o velho poeta português, Sidônio Muralha, se democracia custa caro eu pago o preço.
Promover e aprimorar a democracia brasileira custa bem menos que o ‘saco sem fundo’ chamado velha mídia. Só no ano passado, estima-se que rádios, jornais e televisões receberam do governo federal cerca de R$ 1,2 bilhão em propaganda. Portanto, o preço do Plebiscito é menos da metade do que entrou nos bolsos dos barões da grande imprensa.
Segundo gráfico publicado no blog do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, em abril de 2013, sozinha, a TV Globo recebeu quase R$ 500 milhões em publicidade do governo federal, ou seja, exatamente a quantia que a democracia precisa para fazer uma consulta popular.
Veja abaixo a distribuição da verba publicitária por veículo de comunicação:




Caminhoneiros convocam greve para segunda

Movimento pretende cruzar os braços por 72 horas para obter isenção de pedágio, subsídio de combustível e mudança em legislação

O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), organização que representa parte dos caminhoneiros autônomos do País, convocou a categoria para uma paralisação de 72 horas com início previsto para as 6 horas da manhã desta segunda-feira. Eles querem subsídio no preço do óleo diesel, isenção de pedágio para caminhões e a criação de uma Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada à Presidência da República. Outra reivindicação é a mudança na Lei do Descanso, a lei 12.619, sancionada há pouco mais de um ano. 

Presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ponta Grossa, Neori Tigrão Leobet diz que o MUBC está pedindo aos transportadores para ficarem em casa a partir de segunda-feira. Segundo ele, o movimento se insere dentro dos protestos convocados pela internet (leia mais nesta página). "Os caminhoneiros estão sendo convocados por esses jovens para participar", declara. 

Questionado se haverá bloqueio de estradas caso os caminhoneiros não façam adesão voluntária, ele desconversa. "Não somos nós que vamos parar os caminhões. São os jovens manifestantes que vão fazer isso", afirma. 

A paralisação não conta com o apoio de outras organizações de caminhoneiros devido às mudanças que o MUBC quer fazer na Lei 12.619. A lei obriga os motoristas profissionais a descansarem meia hora a cada quatro horas ao volante e 11 horas entre dois dias de trabalho. Uma comissão na Câmara dos Deputados, formada majoritariamente pela bancada ruralista, apresentou uma minuta para mudar a lei, flexibilizando o tempo de descanso e condicionando seu cumprimento a uma relação de rodovias determinadas pelo governo. O movimento quer apressar a tramitação desta minuta. "O Brasil não tem estrutura para o caminhoneiro descansar 11 horas, não tem pontos de paradas em todas as estradas", justifica Tigrão. 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), que representa os motoristas empregados, afirma que não adere à paralisação por defender o atual texto da lei. Em nota, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), formada por profissionais autônomos, explica por que é contra a greve. "Não acreditamos em um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas", afirmou o presidente José Araújo China da Silva. Para ele, o MUBC está a serviço dos donos de carga e não da categoria.
Nelson Bortolin
Reportagem Local